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HackTalks 2020

Conheça a visionária mulher que deu início ao “Vale do Silício” brasileiro

Carlos Henrique Vilela
Carlos Henrique Vilela 5min de leitura

Luzia Rennó Moreira fundou a primeira escola técnica de eletrônica da América Latina, em Santa Rita do Sapucaí (MG), na década de 1950. E transformou a cidade e o país para sempre. Confira.

Santa Rita do Sapucaí – Foto: arquivo HackTown

Santa Rita do Sapucaí é uma cidade localizada no sul de Minas Gerais, cerca de 200 km da capital paulista, e a aproximadamente 450 km da capital mineira, Belo Horizonte.

Com pouco mais de 40 mil habitantes, Santa Rita tem cara de interior: tem pracinha, tem coreto, tem carroça, tem quermesse. E tem paisagens montanhosas muito bonitas pra se ver de qualquer ponto da cidade.

Luzia Rennó Moreira – Foto: arquivo ETE FMC

Andando um pouco mais, você começa a se surpreender. Apesar da tranquilidade e do seu ar pacato, ali se encontra um dos principais polos tecnológicos e ecossistemas de startups do país. Por isso mesmo, Santa Rita é também chamada por muitos de Vale da Eletrônica (mesmo com o boom de empresas de tecnologia digital), e também de “Vale do Silício” brasileiro, remetendo à região dos Estados Unidos onde mais se cria tecnologia no mundo.

Santa Rita do Sapucaí é o berço do HackTown, principal festival de criatividade e inovação da América Latina. E é para onde o evento atrai, a cada edição, milhares de pessoas de todo o Brasil e de países vizinhos. Portanto, resolvemos contar um pouco dessa história.

Luzia Rennó Moreira e o início de tudo

Tudo começou com Luzia Rennó Moreira, também conhecida como Sinhá Moreira. Nascida em Santa Rita no ano de 1907 e sobrinha do ex-presidente Delfim Moreira, ela foi obrigada pelos pais a se casar, aos 22 anos, com um primo, que era embaixador. Com isso, foi morar no Japão, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, e conheceu o sistema de ensino e as indústrias de tecnologias do país, além dos pensamentos do físico Albert Einstein, de quem, dizem na cidade, ela ouviu que a eletrônica iria moldar o futuro da humanidade.

No início da década de 1940, Luzia deu um basta ao casamento, e retornou à sua cidade natal. Com tantas referências na cabeça, ela passou a ter um papel ativo no desenvolvimento da comunidade e começou a se incomodar com o fato de que quem nascia na cidade tinha que se mudar para São Paulo se quisesse ter um estudo de qualidade e, quem não tinha condição, não tinha perspectivas de educação de ponta em lugar algum. Foi quando todos os pontos se juntaram, e ela decidiu montar uma escola inovadora lá mesmo, em Santa Rita.

Nasce a primeira escola de eletrônica da América Latina

ETE FMC – Foto: arquivo ETE FMC

Primeiro, Luzia se articulou com professores do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e depois procurou os Jesuítas, com quem estabeleceu uma parceria e lançou as bases do que viria ser, não só a primeira escola técnica de eletrônica da América Latina, mas também a primeira escola técnica de nível médio do Brasil.

Na época, o país ainda não tinha oficializado o ensino técnico e, para dar sequência à visão que havia trazido da Ásia, Luzia precisou se articular politicamente para convencer o então presidente Juscelino Kubitschek da necessidade da autorização e reconhecimento deste tipo de ensino aqui. Não foi fácil, mas ela conseguiu. Mais do que abrir caminho para a criação da escola em Santa Rita do Sapucaí, a conquista de Luzia foi muito além. O fato de possibilitar a criação desse tipo de instituição de ensino no Brasil acabou resultando em inúmeras outras escolas técnicas, como por exemplo, a primeira Escola Técnica Industrial do ABC Paulista, na década de 1960, atual ETEC, que possibilitou toda a revolução do mercado automobilístico no país. Aliás, a criação de escolas técnicas acabou sendo um dos grandes legados do governo de Juscelino.

Com isso feito, Luzia Rennó Moreira levantou fundos a partir da fortuna de sua família, convenceu os Jesuítas a tocarem o projeto, e a ETE FMC foi fundada em 1959. Foi criada então, a primeira escola técnica de nível médio da América Latina e a sétima do mundo, colocando a pequena Santa Rita do Sapucaí, que tinha na produção cafeeira sua característica mais forte, em uma posição de destaque no mundo da tecnologia nas décadas seguintes.

Seis anos depois, foi criado o Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), escola referência em ensino de engenharia no país, apelidado por muitos como o “MIT” brasileiro, em referência ao instituto que fica em Boston, nos EUA. Já no início da década de 1980, houve a instituição do Vale da Eletrônica pelo então prefeito Paulo Frederico Toledo, entre diversos outros fatos subsequentes que levaram a cidade a um patamar praticamente único no Brasil.

Engajamento com a comunidade

Vista Alegre, um dos bairros construídos por Luzia Rennó Moreira – Foto: arquivo HackTown

Outra característica interessante de Luzia era seu carinho e engajamento com a comunidade. Como era herdeira de uma grande fortuna, Luzia empregou praticamente todo esse dinheiro no desenvolvimento de Santa Rita. Ela foi transformando diversas áreas que antes eram fazendas em loteamentos e passou a criar ruas e bairros, gerando novas moradias para quem vinha de fora e para quem queria continuar trabalhando em Santa Rita do Sapucaí

Para dar acesso a todo mundo, ela vendia os lotes por valores quase irrisórios e pagamento a longo prazo. Sua real intenção, no entanto, só ficou clara após a sua morte, quando, em seu testamento constava uma surpresa: “está perdoada a dívida de todo mundo”.

O legado de uma mulher visionária

Luzia Rennó Moreira faleceu em 1963, aos 55 anos, pouco antes da primeira turma da ETE FMC se formar. A escola, hoje, vai muito além da daquela primeira turma de 13 alunos, todos homens. Hoje, a escola conta com 700 estudantes, cerca de 40% mulheres, e oferece cursos técnicos em desenvolvimento de games, automação industrial, telecomunicações, equipamentos biomédicos, sistemas de energia renovável, entre outros. Dessa forma, a ETE FMC continua sendo uma das principais bases do “Vale do Silício” brasileiro, de onde saem inúmeros profissionais e muitas empresas da cidade.

Hoje, Santa Rita do Sapucaí é, de forma geral, um ponto totalmente fora da curva:

Tudo isso, graças a uma visionária mulher. É uma história e tanto.

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Carlos Henrique Vilela

Cofundador, Head de Curadoria do HackTown / Head de Marketing e Inovação na Leucotron / Head de conteúdo do HackTalks

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65 Comentarios

  1. Lilian

    28 de junho de 2020 at 12:31

    😍😍 obrigada! Eu sabia que SRS era um lugar diferenciado mas não sabia da sua importância histórica em relação ao ensino técnico! Acredito que poucas pessoas tenham parado para levantar essas informações.

    Responder
    • Reinaldo Moreira

      29 de junho de 2020 at 18:47

      Surpreendente essa história real do ensino técnico no Brasil!
      Isso confirma que só com o conhecimento podemos transformar uma nação.
      Obrigado Luzia Rennó Moreira! E que orgulho desse Moreira!

      Responder
      • Patricia Cogo

        30 de junho de 2020 at 23:23

        Sempre soube como polo de inovação a cidade, pq sou do sul de Minas, mas não conhecia da historia da origem ,desta visionária. PARABÉNS e orgulho da nossa representante feminina que foi Luiza Renno Moreira.

        Responder
      • Maria Cecília Bonvechio Terossi

        2 de agosto de 2020 at 22:19

        Sim muito interessante, não conhecia. Que mulher empoderada desde aquela época. Estou encantada.

        Responder
    • Rita Barbisa Sousa

      29 de junho de 2020 at 19:05

      Excelentes informações!
      Deveria haver mais divulgação da história dessa cidade.

      Responder
      • Márcia

        30 de junho de 2020 at 08:16

        Tenho tio e irmão formados na INATEL, nas décadas de 70 e 90, com carreiras de sucesso em multinacionais de telecomunicações… Que respeito inspiram pela formação técnica de excelência!!! Viva a INATEL!

        Responder
      • Pedro Aguinaldo Fulgêncio Lima

        30 de junho de 2020 at 19:36

        Acho que a melhor forma de divulgar toda esta informação, é transformar esta história em filme. O enredo está pronto.

        Responder
    • ALCIDES ARROYO FILHO

      1 de julho de 2020 at 09:40

      Fui aluno da ETE no final da década de 70… já naquela época tinha esse viés de inovação e social. O alojamento dentro da escola proporcionava facilidade para quem vinha de fora. E lembro que no último ano diversas empresas vinga na escola “disputar” os formandos.

      Responder
    • M Neves Bruinsma

      28 de agosto de 2020 at 11:12

      Fico orgulhosa e encantada com este história, que mulher visionário e lutadora!
      Sabia um pouco sobre as escolas técnicas e a tecnologia brasileira, mas não sabia que o Brasil tem também um Vale do Silício, meca da tecnologia. Moramos alguns anos no Vale do Silício em Califórnia, ficamos encantados.
      Com marido e filho no mundo da tecnologia, um dia iremos conhecer Santa Rita di Sapucai.

      Responder
  2. Sueli Vieira Rodrigues

    28 de junho de 2020 at 12:44

    Definitivamente são as pessoas que mudam o mundo, sua comunidade, o bairro, a rua , o quintal.
    Moro em Araçuaí- MG, é daqui que sai o lítio e outros minérios estratégicos. Tem recurso e talento humano de sobra e responsabilidade pública de menos.
    Preciso mudar meu quintal para melhor.
    Tenho muito a aprender com essa história e ações.
    Essa história é inspiradora, mas quase ninguém conhece, eu não conhecia.Criar e oferecer um ensino técnico de qualidade é um dos qiwsiris importantes para um ambiente favorável à inovação tecnológica e desenvolvimento econômico e social e aqui, as pessoas merecem a oportunidade e contrapartida .
    Obrigada por compartilhar.

    Responder
    • Maria Rita de Rezende

      28 de junho de 2020 at 16:10

      Uma história inspiradora para todos nós.
      Sou ex aluna da ETE “FMC”, uma escola que. sem dúvidas foi parte contundente para minha formação e a de todos que passaram pela escola, não só como profissional, mas, como ser humano.
      Grata sou por essa grande mulher, inspiradora, que com certeza mudou o destino de Santa Rita do Sapucaí/MG.

      Responder
    • Lazilda Basilissa Reis

      29 de junho de 2020 at 02:56

      Nossa, fantástico,eu como mineira não desta história da cidade e muito menos desta mulher maravilhosa,e
      acredito que muitas pessoas não sabem.

      Responder
  3. Ric Peruchi

    28 de junho de 2020 at 13:47

    Que texto interessante. Prbns.

    Responder
  4. Ivan Kallas

    28 de junho de 2020 at 16:26

    Sou das poucas testemunhas visuais desta história, ainda vivo, da qual meu pai e amigos foram colaboradores.

    A convivência c Sinhá inspirou minha vida e mais de 100 livros e casos de Transformação (digital).
    O programa Mestre-Aprendiz, dese 1965, teve o toque de Sinhá e suas loucuras revolucionárias.
    Saudades.

    Responder
  5. Delsa Maria Moita Silveira

    28 de junho de 2020 at 16:37

    Que história incrível desta mulher, um grande exemplo a ser seguido para renovação das velhas políticas. Orgulho de ter uma brasileira com esta inteligência e capacidade para revolucionar e cria uma escola e uma cidade.

    Responder
  6. José Ivo de Carvalho

    28 de junho de 2020 at 16:39

    Entrei para a ETE em 1976. Não tinha condições de bancar os custos e a Fundação me proporcionou financiamento. Pago quando comecei a trabalhar. Me orgulho de dona Sinhá, mulher visionária, exemplo de mulher que soube enxergar muito além do seu tempo.

    Responder
  7. Newton Faria

    28 de junho de 2020 at 16:46

    Orgulho de ter sido aluno e monitor no INATEL, 1969 a 1971.
    Parabéns pelo artigo.

    Responder
  8. José Aílton Baptista da Silva de Vitória

    28 de junho de 2020 at 19:36

    Só esqueceram de dizer que ela financiava muitos estudantes pobres para estudar no IEI hoje UNIFEI quando o curso era pago.

    Responder
  9. Cássio Maria Neto

    28 de junho de 2020 at 21:21

    Tenho orgulho de ter me formado no inatel.

    Responder
  10. Ivone Gediao

    28 de junho de 2020 at 22:09

    Amei conhecer essa historia .

    Responder
  11. Marcia

    28 de junho de 2020 at 23:13

    Sinhá Moreira deveria ter seu nome e sua inspiradora história amplamente divulgados em nível nacional.Os brasileiros têm que conhecer e valorizar os homens e mulheres que contribuiram,com seus feitos importantes,para a evolução da sociedade. Conheço Santa Rita do Sapucaí que,embora pequena cidade,oferece qualidade de vida aos seus habitantes,recebe muito bem os turistas brasileiros e estrangeiros que buscam conhecimento de excelência nas suas instituições de ensino ou simplesmente buscam a receptividade mineira,refletida em muito afeto e simpatia.

    Responder
  12. José Agostinho Ferreira

    29 de junho de 2020 at 01:06

    So faltou mencionar os nestres que tiveram papel ativo como o saudoso prifessor JOSE NOGUEIRA LEITE de quem digi com orgulho fui aluno em Itajuba no antigo IEI e um baluarte na criacao do curso superior em Santa Rita. Inicialmente Engenharia de Operações e posteriormente engenhatia plena.

    Responder
  13. Leonise spiger

    29 de junho de 2020 at 01:49

    Muitíssimo interessante não sabia até agora dessa história e fiquei muito feliz de ser uma mulher tanto a frente pra época .

    Responder
  14. Neiva

    29 de junho de 2020 at 08:51

    Obrigado por divulgar essa linda história da sra Luiza Rennó Moreira e sua cidade.
    Não conhecia, vou repassar com muito orgulho.
    Temos pessoas maravilhosas em nosso país.

    Responder
  15. Tomás D`Aquino Frattini

    29 de junho de 2020 at 09:27

    Bela história desta mulher…tive o prazer de viver os 5 anos mais feliz de minha vida, estudando em Sta Rita do Sapucaí, INATEL de junho /75 a junho /81 e me formei não só como engenheiro, mas também como homem, preparado para vida profissional e estou trabalhando até hoje como Engº Eletricista.
    Obrigado, Dona Luzia!

    Responder
  16. Wellington de Paiva

    29 de junho de 2020 at 09:52


    Conhecia a história de Sinha Moreira.Mulher visionária e determinada.
    Com seus feitos maravilhosos mudou o destino de uma cidade.
    Tenho orgulho de ter me formado no Inatel, escola que tb.foi fruto do pensamento inovador desta mulher.

    Responder
  17. Benedito Ari Lisboa

    29 de junho de 2020 at 14:27

    A sra Sinhá Moreira era visionaria ,criou esta escola também com o objetivo de facilitar a vida das moças da cidade pra arrumar casamentos.!!!

    Responder
    • Tânia Tiburzio

      29 de junho de 2020 at 15:53

      Comentário totalmente desnecessário.

      Responder
  18. Luíza Gonzaga De Faria Da Cruz

    29 de junho de 2020 at 18:05

    Só não estou mais feliz por ter nascido no ano em que ELA partiu,e tão jovem ainda. SOU mineira com muita honra,e estudei a primeira fase dos meus estudos foi ainda em Minas quando logo depois me mudei para o Rio. A história é fabulosa e só mostra que a mulher pode tanto quanto o homem sem nenhuma distinção. É uma pena que a história faz questão de mostrar o lado sórdido de tudo elevando sempre os homens. A política naqueles tempos era menos suja apesar de enobrecer só os homens. Um legado e tanto.

    Responder
  19. Marly Barbosa Fontes

    29 de junho de 2020 at 19:08

    Sinhá minha madrinha e prima. Meu avô irmão do pai dela, minha avó irmã da mãe dela . Quando minha mãe faleceu muito jovem com 41 anos, Sinhá prima querida da minha mãe nos tomou como filhas queridas, passávamos as férias na sua casa em Santa Rita onde tínhamos nosso quarto e nossas camas . Sou testemunha que durante o dia todo tocavam a campainha os pobres da cidade . Ela atendia a todos dando a carteira ou da farmácia ou da mercearia para que as pessoas fizessem uso para suas necessidades . Tinha uma empregada a Flora que atendia a porta diariamente . Eram muitas as pessoas, Sinhá atendia a todos.

    Responder
  20. Sônia Farinon

    29 de junho de 2020 at 19:28

    História incrível! Jamais imaginei algo assim!!!
    Sinhá Moreira foi uma mulher admirável!

    Responder
  21. Zsolt Nemeth

    29 de junho de 2020 at 20:04

    Sinhá Moreira é merecedora de todas as honrarias pela iniciativa e pelo apoio financeiro a essa Instituição.
    Entretanto se não fosse a dedicação e o empenho abnegado do Dr Zé Leite a INATEL não existiria.

    Responder
    • Luiz Ribeiro

      9 de julho de 2020 at 08:47

      Meus pais moraram em Itajubá e tenho primos lá que é próximo de Santa Rita, vou lá pra conhecer pois a Inovação é que irá mudar o destino do Brasil.
      Sinhá Moreira pode não ter mudado o mundo mas mudou a história de Santa Rita e do Brasil para sempre. Parabéns a nossa Diva High Tech uma vida de valor.
      MinaséD+.

      Responder
  22. Zsolt Nemeth

    29 de junho de 2020 at 20:15

    Minhas homenagens ao Professor José Nogueira Leite, cuja dedicação e abnegação contribuiu para a realização desse seu sonho que foi a INATEL.
    Anos atrás houve uma exposição na INATEL, reconhecendo o justo valor de sua participação na concretização dessa Instituição.

    Responder
  23. Silvana Cappanari

    29 de junho de 2020 at 21:09

    Obrigada por compartilhar essa história que espero seja mais divulgada para fazer parte da nossa historia e nos ajudar a criar uma identidade de sucesso!

    Responder
  24. Carlos Wagner dos Santos grillo

    29 de junho de 2020 at 21:37

    Mulher visionária, além do seu tempo. Agradeço a Deus por ter escolhido estudar no Inatel e participar dessa comunidade maravilhosa.

    Responder
  25. Fernando G. Carvalho

    30 de junho de 2020 at 01:00

    Como “neto” de Santa Rita do Sapucaí (meu pai nasceu lá) tenho a experiência do poder transformador pela educação de qualidade que Sinhá Moreira e os santarritenses tem levado ao Brasil e ao mundo. Meu lema é e será sempre: a educação é a maneira de mudar este país para melhor.

    Responder
  26. Lisa Ponte

    30 de junho de 2020 at 01:15

    Muito bacana poder ler histórias de pessoas tão inspiradoras…
    Deveríamos divulgar mais artigos desse naipe pra aprender que com esforço, trabalho e boa vontade tudo é possível

    Responder
  27. Moracir Lopes

    30 de junho de 2020 at 10:47

    Não tinha conhecimento desse caso. É mais um exemplo visionário no âmbito da educação nesse país, existem outros. A ESALQ, faculdade de agronomia da USP em Piracicaba, surgiu do sonho de um fazendeiro local em criar uma escola técnica, voltada ao agronegócio, escola essa depois encampada pela universidade paulista. No ABC, há a FUNDAÇÃO ARENA, que oferece cursos da educação básica até o nivel superior.

    Responder
  28. victor hugo moreira moraes

    30 de junho de 2020 at 12:54

    Em 1968, interno no campus do Colégio Presbiteriano Rhea Gammom (missão presbiteriana americana), recebi a notícia que Sta Rita teria escola de eletrônica; fui ao Professor Bernard Bhartel (os prof. americanos moravam no campus), com respeito e timidez comentei com ele; conhecia nossa região e respondeu: “Eletrooonica caipiiiirrrra…kkkkkkk. Chegando de férias perguntei para o Marra que tinha uma oficina de rádios; respondeu: “É uma idéia maluca da Sinhá, escola para ensinar a arrumar rádios!.”

    Responder
    • Joaquim Raimundo Garcias

      1 de julho de 2020 at 14:42

      Fantástica essa história inspiradora e digna de aplausos.
      Parabéns a essa visionária e patriota mulher.
      E muito obrigado pelo artigo.
      Me despertou interesse em conhecer esta cidade inovadora

      Responder
  29. Vicente Siecola Moreira

    30 de junho de 2020 at 15:21

    Eu era da Divisao Tecnica da IBM quando minha prima Sinha queria informacoes sobre onde eu trabalhava. Levei o Sr. Aristeu Ernesto Denizzo e Sr. Milton Roberti Andrade, diretores da DT IBM, para conhecer a ETE e conversar com Dona Sinha. Na ocasiao ela foi convidada a levar a primeira turma que estava sendo formada pela ETE FMC para conhecer o mais novo computador IBM o Ramac 305 que foi programado para tocar o Hino Nacional Brasileiro na Impressora 1403 na recepcao de Dona Sinha.
    Ela foi recebida pela IBM com todas as cortezias que uma empreendedora como so ela merecia. Por cerca de 20 anos subsequentes a IBM foi buscar na ETE FMC os tecnicos para a sua Divisao Tecnica.

    Responder
  30. Lecticio Luiz Bueno Lycarião

    30 de junho de 2020 at 18:06

    Entrei para ETE FMC em 1972 sai em 1975 . Morava no alojamento da escola e lá tinha tudo para os alunos . Ensino moradia e alimentação. Além de um ambiente escolar maravilhoso , administrado por mentes brilhantes ,dirigidas pelos jesuítas e capitaneados à época pelo nosso querido diretor padre Vaz . Ali conheci grandes caras , fiz muitos amigos e guardo gratas recordações da nossa maravilhosa escola . Somos todos muito gratos à grande mulher SINHÁ MOREIRA .

    Responder
    • Marcel leandro da Cunha

      1 de julho de 2020 at 00:31

      Que história bonita!

      Responder
  31. Carlos França

    1 de julho de 2020 at 00:10

    Orgulho, inspiração, respeito e sobretudo gratidão a esta autêntica heroína brasileira!!!

    Responder
  32. EDIRLANE FAZIONI

    1 de julho de 2020 at 04:27

    Parabéns pelo artigo. Essa história merece ser contada nas telas. Grande mulher. Em tempos tão sombrios, é importante mostrar iniciativas como estas. Mulher além de seu tempo.Empreendedora. Que o Brasil possa conhecer quem realmente faz pelo crescimento. Obrigada.

    Responder
  33. Carlos

    1 de julho de 2020 at 09:06

    Sensacional essa história dessa Mulher.Marcou o Brasil,pena que faleceu tão nova.

    Responder
  34. Fernanda

    1 de julho de 2020 at 10:09

    Adorei a história. Sempre importante exaltamos mulheres inspiradoras e que contribuíram muito para o desenvolvimento das suas comunidades. Uma pena ter partido tão jovem, pois deveria ter muito para contribuir.

    Responder
  35. Fátima Mazini

    1 de julho de 2020 at 21:25

    História espetacular. Uma mulher muito além do seu tempo. Santarritenses orgulhosos dessa pessoa tão importante! Merece um filme!!!

    Responder
  36. Luiz Rennó

    1 de julho de 2020 at 23:02

    Visionária, lutadora e obstinada, D. Sinhá, dessas pessoas que fazem a história. Pena que tenhamos poucos assim cá neste acanhado país… Lembremos que, na época da nossa independência, nos EUA já havia 9 universidades!
    Isso explica algo, não?

    Responder
  37. Nivaldo Carvalho

    3 de julho de 2020 at 06:06

    Q bela história, q mulher e ser humano admirável foi D Luzia Rennó Moreira!

    Responder
  38. José Alencar

    4 de julho de 2020 at 09:22

    Grande história de uma mulher com a visão a frente do seu tempo.

    Responder
  39. Vinícius Sales

    4 de julho de 2020 at 13:32

    Estudar na ETE foi uma das experiências mais marcantes da minha vida! ❤

    Responder
  40. Neusa Silveira da Costa Romero

    7 de julho de 2020 at 10:40

    Fui funcionária do INATEL no ano de 1968. Grandes homens lutaram para fazer dessa Instituição o que ela é hoje. No início os professores vinham da EFEI em Itajubá e do ITA em São José dos Campos.

    Responder
  41. Eurípedes Barsanulfo Menezes

    8 de julho de 2020 at 21:55

    Maravilha! Meus sinceros parabéns!

    Responder
  42. Rosa Maria de Paula Monteiro

    9 de julho de 2020 at 01:47

    Terra dos meus familiares…eu bem me lembro da Sinhá Moreira e de quando tudo começou, aliás a primeira escola e bem próxima a casa de meus primos, na época meus tios ainda eram vivos e íamos sempre lá …

    Responder
  43. Sebastião marcondes de Melo Lemos

    9 de julho de 2020 at 11:23

    De parabéns todos os filhos de Santa Rita do Sapucaí por ter tido uma filha tão altruísta e de um desprendimento notável, e que elevou à categoria tecnológica de todos os brasileiros

    Responder
  44. Raymundo Barros

    9 de julho de 2020 at 16:43

    Dona Sinhá Moreira faz parte de qualquer lista das mulheres mais fantásticas do século XX no Brasil. Estudei na ETE de 1977 a 1980 e além da formação profissional de excelência, esses 3 anos foram fundamentais na definição de todo o restante da minha vida. Sem contar que ganhei amigos para uma vida toda

    Responder
  45. Julcineide Vieira de Mattos Arce

    10 de julho de 2020 at 09:05

    Conheci Santa Rita do Sapucaí em 1974 onde comecei a cursar Administração na Faculdade de Administração. No mesmo ano em julho passei no vestibular para o INATEL, onde cursei Engenharia Operacional. Amo Santa Rita do Sapucaí, seu povo hospitaleiro, cidade universitária acollhedora onde vivi momentos maravilhosos de minha vida. Espero voltar um dia .

    Responder
  46. Carlos Alberto Felizola Freire.

    10 de julho de 2020 at 12:20

    Fico impressionado e emocionado com a história que acabo de ler e que certamente é pouco conhecida pelos brasileiros. É importante que seja divulgada pois servirá de estimulo para inciativas de mesmo gênero. E o Brasil é muito carente nesse sentido. Fica a sugestão para que alguma instituição cultural/científica brasileira faça uma pesquisa sobre seus pioneiros para conhecimento das velhas e novas gerações.

    Responder
  47. Hudson de Freitas

    11 de julho de 2020 at 00:34

    Muito orgulho lendo este texto sobre está grande personalidade,como também técnico em eletrônica,como brasileiro e mais ainda como mineiro.

    Responder
  48. Alexandre Eibenbäume

    26 de julho de 2020 at 13:51

    Mulher linda e sapiente!
    Nasci em época errada mesmo!

    Responder
  49. Antonio Maria Clarete Vilela

    1 de agosto de 2020 at 22:26

    Tenho muito orgulho de ter me formado na ETE, em 1969. Ano passado nossa turma comemorou 50 anos de formatura, participando da festa do ex-aluno. Foi o momento de recordarmos e agradecermos o que a visão de Sinhá Moreira, gestora do futuro, nos proporcionou. Parabéns pelo ótimo texto e pela pesquisa.

    Responder
  50. Luiz Roberto Kallas

    2 de agosto de 2020 at 17:07

    Sou da primeira turma da ETE e acompanhei todo o processo de criacao da escola de que tanto orgulho. La nos aprendemos mais do que ser técnicos ma a ser humanos. Não aprendemos apenas uma especialidade mas princípios norteadores de nossa caminhada comum rumo a nobreza da humanidade. Já trabalhei no Vale do Silício onde com uma grande equipe criamos o primeiro projeto de downsizing do mundo para implantação no Oriente médio por uma empresa brasileira. Dona Sinhá financiou meus estudos e de meus colegas da primeira turma, que hoje estão resumidos aos irmãos Ronaldo e Flávio Carvalho, além de mim. Tive a honra juntos com os demais colegas da pequena turma a fazer com a Dona Sinhá suas últimas atividades socias: visitar a IBM, o ministério da Educação cujo ministro se não me falha a memoria era o grandioso Paulo Freire e finalmente o Presidente JK que nos recebeu em sua casa. Porém o mais gostoso foi ter tomado um dos últimos sorvetes com Dona Sinhá que nos levou a uma famosa sorveteria em Copacabana. Alguns meses depois de nossa formatura esse anjo foi chamado aos céus. Agradeço a Dona Sinhá e a minha querida e bendita terra Santa Rita do Sapucaí pela maior aventura de minha vida. Desejo sucesso aos organizadores do evento. Seguramento o sucesso os espera.

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  51. Angelino Ernesto Piccolo Neto

    7 de agosto de 2020 at 22:52

    Conheci esta historia e a cidade de Santa Rita do Sapucaí quando entrei no Inatel em 1976. Tinhamos muitas atividades e recebi meu diploma do Sr. Aureliano Chaves Vice-Presidente em 1979 na ETE. Depois de 40 anos ainda tenho muitos amigos lá… Parabéns por manter a filosofia de inovação até hoje….

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