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HackTalks 2020

7 startups de inteligência artificial que valem a pena conhecer

Carlos Henrique Vilela
Carlos Henrique Vilela 3min de leitura

A inteligência artificial está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Hoje, o que não faltam são startups mundo afora oferecendo facilidades que tem essa tecnologia como base. Por isso mesmo, mapeamos algumas empresas, entre milhares que tivemos acesso, que vem entregando soluções bem interessantes nos mais diversos segmentos. Confira.


App da Hand Talks

Hand Talk

A brasileira Hand Talk. que tem como propósito quebrar barreiras entre surdos e ouvintes em todo o mundo, utiliza inteligência artificial para traduzir textos e áudios para Libras. Por meio de um app, é possível inserir textos e áudios que são traduzidos, consultar um dicionário e aprender tanto a Língua Brasileira de Sinais quanto a American Sign Language. Além disso, há uma API que traduz conteúdo de sites para Libras, para que se tornem acessíveis.

GumGum

A GumGum usa inteligência artificial para apontar oportunidades de publicidade de contexto para marcas e para evitar associações com conteúdos que seriam prejudiciais a elas. O software faz um scan em mídias digitais, incluindo imagens e vídeos, e indica que tipo de anúncio poderia ser colocado junto àquele conteúdo específico, e quais tipos não deveriam ser. A GumGum Inc. já tem mais de 500 clientes, como Adidas, BMW, HBO, McDonalds, P&G, Samsung, entre outros. 

Cinelytic

A Cinelytic ajuda estúdios e empresas de cinema a tomar decisões mais rápidas e efetivas para selecionar os filmes e produções audiovisuais nas quais irá investir. Por meio de inteligência artificial, o sistema ajuda a prever, em questão de segundos, quais filmes devem ou não ser sucesso de bilheteria, além de insights sobre a receita que deve ser gerada, o orçamento necessário, a melhor data de lançamento e até quais atores são mais indicados para integrar o elenco. No início deste ano, a Warner Bros anunciou uma parceria com a startup para decidir com quais produções irá trabalhar.

NotMayo, da NotCo

NotCo

A chilena NotCo utiliza inteligência artificial para criar alimentos à base de moléculas vegetais que reproduzem com fidelidade texturas e sabores dos ingredientes lácteos e cárneos. É justamente nessa identificação de sabores nos vegetais, que fiquem idênticos aos originais, que a tecnologia faz a diferença, e já resultou em produtos como a NotMayo, maionese feita à base de grão de bico, e o NotMilk, leite feito com repolho e abacaxi. 

Stattus4

A brasileira Stattus4 utiliza inteligência artificial para reduzir as perdas na distribuição de água. O produto detecta vazamento e problemas nos encanamentos a partir de uma análise do som. Um aparelho pequeno, composto por uma central de processamento e uma longa haste, é inserido no hidrômetro, e vai fazendo gravações de cerca de 10 segundos do áudio das tubulações. Os ruídos vão sendo enviados para uma plataforma de análise que processa se há vazamentos e onde são os pontos de incidência, com 99% de acerto – tudo de forma automática, em questão de segundos.

Eightfold

O base da Eightfold é a premissa de que existe uma carreira certa para cada pessoa no mundo. E por meio de um sistema baseado em inteligência artificial, ela combina pessoas com os empregos certos em empresas que estão com vagas abertas, como por exemplo, Mondelez, Stop & Shop e United Airlines, que já são seus clientes. O mais interessante é que a startup afirma que seu trabalho para reduzir e até mesmo eliminar vieses que podem dificultar a diversidade e inclusão são enormes e constantes. O foco é em ter uma avaliação totalmente focada nas habilidades e capacidades da pessoa, sem outras influências desnecessárias como, por exemplo, gênero e cor da pele.

Amper Music

A Amper Music utiliza inteligência artificial para que qualquer pessoas crie músicas únicas e customizadas em poucos cliques. O foco da startup é em desenvolvedores de jogos e youtubers que buscam música original para adicionar aos seus trabalhos. O sistema parte de um conjunto de dados que descreve música em gêneros, emoções e estilos e, a partir daí, sempre que um usuário especifica o que deseja, o sistema começa a compor uma música, nota por nota, do zero. Assim que a música é composta, ela é transformada em áudio utilizando uma enorme biblioteca de samples proprietários com dezenas de milhares de arquivos de áudio únicos e individualizados. No fim, parece que foi executado por humanos em um ótimo estúdio, e livre de royalties – tudo em questão de segundos, sem exigir nenhuma experiência anterior.

Carlos Henrique Vilela

Cofundador, Head de Curadoria do HackTown / Head de Marketing e Inovação na Leucotron / Head de conteúdo do HackTalks

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