HackTalks | Blog de Ideias e Conexões de Impacto | por HackTown
HackTalks 2020

Brasil tem seu próprio “SXSW” e ele está online

Carlos Henrique Vilela
Carlos Henrique Vilela min de leitura

Festival vai impactar 3 milhões de pessoas de toda a América Latina com um formato virtual inovador

Tradução da matéria sobre o formato multiplataforma do HackTown 2020 publicada pelo jornal norte-americano California Herald. Confira o original, em inglês, aqui.

Quando Carlos Henrique Vilela pisou pela primeira vez em Austin, Texas, em 2014, ele não imaginava que a ida ao festival de inovação e música SXSW mudaria para sempre os rumos da cidade em que ele vive, Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, Brasil. Em Austin, Vilela conheceu o também brasileiro Ralph Peticov. Com base na experiência que lá viveram, voltaram com a ideia de criar algo nos mesmos moldes, mas adaptado à realidade latino-americana. “Quando cheguei a Austin, senti uma grande semelhança em termos de dinâmica da cidade, tanto física quanto em relação ao ecossistema empreendedor e criativo, apesar da diferença no tamanho das duas. Tinha em mente que queria fazer algo a partir dessa inspiração”, diz Vilela.

A primeira coisa que Vilela e Peticov fizeram na volta foi convidar dois amigos, João Rubens Costa e Marcos Davi, para conversar sobre a ideia. Ambos já tinham forte presença em eventos de tecnologia e inovação em Santa Rita do Sapucaí, cidade próxima a São Paulo, com apenas 40 mil habitantes, conhecida como o Vale do Silício Brasileiro. Dessa inspiração nasceu o HackTown, principal festival de inovação e criatividade da América Latina.

A primeira edição do HackTown teve 700 participantes e cerca de 100 atividades em um único dia. Em 2019, em sua quinta edição, foram mais de 25 mil pessoas em quatro dias com mais de mil atividades. Com palestras, encontros, workshops, shows ao vivo, festas e ativações, o HackTown 2019 atraiu um público de cerca de 10 países da região. Eram pessoas interessadas em temas como tecnologia, startups, música, artes, inovação e negócios. A virada do evento, aliás, aconteceu com uma aposta do Google em 2017. A gigante da tecnologia foi a primeira marca global a investir no evento. O Google realizou no HackTown sua primeira Casa Google fora do SXSW. Agora, as maiores marcas do Brasil têm ativações criativas e impactantes no HackTown, que levou o evento a ser até mesmo rotulado como o “SuperBowl” para marcas inovadoras da América Latina, uma referência aos investimentos e nível de criatividade feitos nos intervalos das finais da NFL.

A edição 2020 do HackTown já estava pronta para ser lançada ao público. A expectativa era ter duas mil atividades em cinco dias e um público de 50 mil pessoas. No entanto, com a chegada da pandemia, os planos tiveram que ser alterados. “Encontramos um formato online interessante e inovador para o momento. A pandemia nos permitiu expandir cada vez mais ”, destaca Vilela.

“O novo formato é baseado em uma estratégia de narrativa transmídia”. O festival foi desconstruído em partes que estão sendo entregues ao público em um conjunto de ações disponíveis no site oficial do HackTown. “Seremos capazes de impactar cerca de 3 milhões de pessoas com nosso evento online. A estratégia para isso é: vamos fazer parte da rotina das pessoas ao invés de exigir que parem o que estão fazendo para se dedicar ao festival ”, diz Vilela.

O HackTalks é a primeira atração deste novo formato. Trata-se de uma plataforma online que entrega o conteúdo HackTown com a profundidade necessária. São entrevistas em texto que representam os painéis do festival. Uma caixa de café de produtores locais é outro atrativo que já faz sucesso com o público. O HackBox oferece três pacotes de marcas de café escolhidos pelo público como seus favoritos na edição 2019 do HackTown.

Uma série de conversas online chamada Hack Sessions também começará nos próximos dias. Um grupo de pessoas irá interagir com autores de livros para falar sobre suas ideias em assuntos como cultura digital, comportamento, tecnologia e música. O nome do palestrante só será revelado no início de cada um dos 8 episódios.

“O legado que o HackTown deixa em Santa Rita do Sapucaí também é parte essencial da edição 2020”, conta Vilela. Um programa chamado HackInsights foi iniciado recentemente para impulsionar empresas locais. “Dividimos o programa em 15 sessões de mentoria por temporada. O foco é em startups de tecnologia e negócios da economia criativa da cidade. O HackTalents é outra atração nessa linha. Trata-se de um programa que traz conteúdo de carreira para impactar alunos do INATEL, uma renomada universidade de tecnologia da cidade, e será realizado online. “Este programa está sendo desenvolvido em parceria com a alemã fintech Sumup, uma das principais marcas presentes no HackTown para 2020”.

Os planos do festival para 2020 também incluem atrações relacionadas à música. “Elas serão anunciados em breve”, diz Vilela. “Além disso, existem outras ideias que ainda não temos nem idéias de quais são, mas que vão acontecer, até voltarmos ao evento físico, esperançosamente, em 2021”.

Carlos Henrique Vilela

Cofundador, Head de Curadoria do HackTown / Head de Marketing e Inovação na Leucotron / Head de conteúdo do HackTalks

Mais Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Orgulhosamente Desenvolvido por Trackdev