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HackTalks 2020

Como uma cidade de pequeno porte pode atrair talentos criativos

Carlos Henrique Vilela
Carlos Henrique Vilela 15min de leitura

Conheça o que Santa Rita do Sapucaí, uma cidade de 40 mil habitantes no sul de Minas Gerais, tem para inspirar o mundo. Vale a leitura.


Santa Rita do Sapucaí, vista de cima

Não existe cidade perfeita. Cada uma tem sua peculiaridades, seus pontos positivos mas também seus problemas e desafios. Um dos inúmeros desafios de cidades com menos de 100 mil habitantes é a retenção dos seus talentos criativos. E vai além: se já é difícil manter na cidade quem é de lá, mais complicado ainda é ser atrativa o suficiente para que talentos criativos vindos de outros locais queiram viver ali.

O principal motivo é geralmente a falta de possibilidades e oportunidades. Não há acesso a negócios criativos, a uma educação de qualidade, a estímulos culturais, à diversidade de pensamentos, à entretenimento construtivo. Além disso, o contato com novas ideias é geralmente baixo, e a possibilidade de tirar suas ideias criativas do papel são ainda menores.

Outro ponto é a questão de auto-estima em relação a cidade: acredita-se pouco que dá pra fazer a diferença a partir daquele local. Com isso, chega uma hora em que muitos jovens ou se mudam para um grande centro ou, se não tem condição para tal, acabam deixando seus sonhos de lado e se adaptando ao que já existe naquele lugar. Infelizmente, isso não é algo raro de se ver Brasil afora.

Na contramão deste cenário, uma pequena cidade no sul de Minas Gerais, localizada cerca de 200 km da cidade de São Paulo e 450 km de Belo Horizonte, vem se destacando não só por conseguir manter muitos de seus talentos nativos, mas também por atrair talentos criativos do mundo todo. Com apenas 40 mil habitantes, a pequena Santa Rita do Sapucaí é hoje um dos principais centros de inovação e criatividade da América Latina, e foi tema recente de um documentário chamado “Cidade Criativa: uma utopia de felicidade” (que você pode conferir aqui).

Todo este movimento empreendedor e criativo levou Santa Rita do Sapucaí a ser considerada, em estudo divulgado pela renomada revista norte-americana American Reporter do dia 25 de agosto de 2020, uma das cinco melhores cidades para talentos criativos viverem no pós-pandemia na América Latina. Você pode conferir a matéria, em inglês, aqui.

Abaixo, seguem 10 pontos para você conhecer um pouco sobre Santa Rita do Sapucaí e sobre como a cidade se tornou tão atrativa a talentos criativos de lá, do Brasil, e até mesmo de outros países:

1 – Educação de ponta

Graças a uma mulher chamada Luzia Rennó Moreira, Santa Rita do Sapucaí recebeu, na década de 1950, a primeira escola técnica de eletrônica da América Latina, a ETE FMC. Inspirada por Albert Einstein, que dizia que o futuro da humanidade estava na eletrônica, Luzia, também conhecida como Sinhá Moreira, mudou totalmente o rumo da cidade, em uma história incrível que você pode conhecer neste link.

A iniciativa não só permitiu que os jovens nascidos ali permanecessem na cidade, mas também passou a atrair talentos de toda a América Latina. Hoje, a escola conta com 700 estudantes, cerca de 40% mulheres e com uma política de inclusão que oferece bolsas à população mais carente, e conta com cursos técnicos em desenvolvimento de games, automação industrial, telecomunicações, equipamentos biomédicos, sistemas de energia renovável, entre outros.

Em seguida, na década de 1960, foi criado o Instituto Nacional de Telecomunicações, o INATEL, escola referência em ensino de engenharia no país, apelidado por muitos como o “MIT” brasileiro, em referência ao instituto que fica em Boston, nos EUA. Profissionais como o atual diretor geral do AirBnB no Brasil e ex-diretor geral do Facebook no país, Leonardo Tristão, por exemplo, viveram na cidade e estudaram no Inatel, e inúmeras empresas de tecnologia sediadas em Santa Rita nasceram ali dentro. O Inatel também tem um forte programa de inclusão com bolsas de estudo de até 100% da mensalidade. Depois disso, surgiu a FAI, conceituada business school sediada na cidade, que veio suprir a frente de negócios que o ecossistema necessitava.

Além disso, a cidade se destaca no ensino de base, com escolas reconhecidas, ensino de tecnologia, empreendedorismo e artes, além de projetos de ensino informal de alto nível, que possibilitam o desenvolvimento de habilidades e conhecimento criativo e empreendedor.

2 – Empresas de tecnologia

No início da década de 1980, Santa Rita do Sapucaí ficou conhecida como o “Vale da Eletrônica”. Como resultado das escolas de tecnologia instaladas na cidade, inúmeras empresas foram surgindo e, além disso, o prefeito da época, Paulo Frederico Toledo, criou um programa para facilitar a criação de empresas na cidade. 

Hoje, Santa Rita tem mais de 150 empresas de tecnologia e cerca de 50 startups digitais, além de ser a cidade onde a gigante Xiaomi se instalou no Brasil. A cidade é o berço de tecnologias como a TV Digital, o 5G, a Internet do Futuro, a tornozeleira eletrônica econômica, a urna eletrônica, entre outros. Além de contar com programas de grandes empresas multinacionais, como Facebook, Google, Ericsson e Huawei, e foi sede da primeira Casa do Google fora dos Estados Unidos

Com a transformação das empresas de eletrônica em empresas de tecnologia digital e com o crescente número de empresas neste setor, Santa Rita do Sapucaí já vem sendo chamada de “Vale do SIlício” brasileiro, em referência ao principal polo de tecnologia do mundo, nos Estados Unidos.

3 – Orgulho de sua simplicidade

Com tudo o que foi mencionado anteriormente, pode-se ter a impressão de que estamos falando de uma cidade de arquitetura moderna, cheia de prédios e toda cosmopolita. No entanto, Santa Rita não é diferente das cidades do seu porte. Tem praça, tem uma igreja no centro, tem coreto, tem charretes, tem quermesse. E a população e os visitantes valorizam muito isso por ser uma das suas singularidades, como retratou o antropólogo cognitivo norte-americano Bob Deutsch em um artigo escrito após passar cinco dias na cidade para palestrar em uma edição do TEDx que aconteceu por lá, e você pode conferir neste link.

4 – Foco nas pessoas, não nas empresas

Outro ponto interessante do desenvolvimento de Santa Rita do Sapucaí é o foco em atrair pessoas. O modelo tradicional de cidades de pequeno porte está focado em atrair uma grande indústria que trará postos de trabalho. Por outro lado, como disse no documentário “Cidade Criativa: uma utopia de felicidade”, o especialista em urbanismo e cidades criativas Prof. Paulo Tadeu Arantes, Santa Rita estabeleceu uma política de atração de empresários, e não de empresas. 

Quando empresários iniciam sua empresa lá, eles se mudam para o local, e tem uma relação mais próxima com a cidade, por ser onde optaram por viver. Já a atração de empresas por si só tem um caráter mais extrativista. O foco nas pessoas também acontece com a atração de alunos para as escolas da cidade, que vem de todo o país e acabam morando lá, atuando nas empresas do polo, ou se tornando, eles próprios, empresários. Isso faz toda a diferença no longo prazo.

5 – Eventos para que a própria cidade se conecte, e pessoas de fora se conectem com a cidade

Eventos que atraem a população em geral, e pessoas de todo o país, são bem comuns em Santa Rita do Sapucaí. Inclusive, o principal festival de inovação e criatividade da América Latina, o HackTown, acontece lá. 

Em cinco edições, o HackTown já trouxe a Santa Rita milhares de pessoas – só na edição 2019 foram mais de 6 mil. Com um público formado por profissionais de inovação, negócios, publicidade, tecnologia, design, música, entre outras áreas, o evento realiza na cidade, durante quatro dias, mais de 800 atividades, como palestras, workshops e shows. Neste link, você pode conferir uma matéria da Globo sobre a última edição.

Santa Rita também sedia constantemente diversas feiras e conferências nacionais e internacionais. Já passaram por lá o TEDx, em sua edição no Inatel; a MOMAG, considerado um dos maiores eventos científicos na área de Telecomunicações; o XIII Workshop da Rede EmprendeSUR, evento que tem como objetivo discutir e refletir sobre experiências inovadoras desenvolvidas na América Latina; o F8, conferência anual do Facebook, entre outros. Além disso, outros eventos acontecem anualmente por lá, como o Encontro Nacional das Mulheres Empreendedoras do Café; da Fivel (Feira Industrial do Vale da Eletrônica); a Projete e a Fetin, feira de projetos de alunos da ETE FMC e do Inatel respectivamente, de onde saem os protótipos que depois se tornarão empresas na cidade, além da Semana Internacional do Empreendedor do Inatel; e diversos outros de menor porte  que ocorrem no dia a dia. 

Os eventos culturais e de entretenimento também são bem comuns. A cidade é sede do Vale Music, festival de Jazz e Blues que acontece gratuitamente todo mês de agosto na praça central; do Beer Day, evento realizado pelos produtores de cerveja artesanal de Santa Rita; do Rock and Rango, que une comida e marcas de cervejarias locais ao som de Rock; o Festival de Artes da Nova Cidade (Festicidade); além do principal carnaval de Minas Gerais, o Bloco do Urso, que atrai anualmente mais de 20 mil pessoas a Santa Rita, e já contou com atrações de peso como Ivete Sangalo, Claudia Leite, Wesley Safadão e Alok.

Outro evento também chama muita atenção na cidade, e que foi exatamente o tema do documentário que mencionamos no início da matéria, é o Cidade Criativa, Cidade Feliz. Trata-se de um festival de criatividade, voltado ao desenvolvimento de novos eventos e da economia criativa local. Projeto sem dono, que une as escolas da cidade, o setor privado, empreendedores da área criativa e o governo municipal, o CCCF, como também é chamado, cria condições para que novos eventos e empresas criativas surjam na cidade, com facilidade para que sejam iniciados, troca de conhecimento entre pessoas, programas de desenvolvimento e capacitação de profissionais, resultando em iniciativas que impactam toda a cidade durante praticamente todo o segundo semestre de cada ano. Para conhecer mais, vale a pena assistir ao documentário “Cidade Criativa: uma utopia de felicidade” neste link. Entre os inúmeros projetos resultantes do CCCF está, por exemplo, o HackTown, que depois veio se tornar um evento de renome internacional.

6 – Condições para se empreender

Para a economia criativa, o Cidade Criativa, Cidade Feliz é, como diz o Prof. Paulo Tadeu Arantes no documentário que mencionamos anteriormente, um “útero fértil” para o nascimento de projetos criativos. Além do festival que engloba os eventos que depois se tornarão projetos independentes, muitos outros negócios nascem neste contexto. 

Um exemplo é o Grandpa Joel’s Coffee, marca de cafés especiais da cidade que hoje, além de uma cafeteria premiada em Santa Rita e outra em Santos, SP, e de ter aparecido com sua coffee bike no programa Fátima Bernardes, na TV Globo, vende café para todo o país pelo seu e-commerce, trabalhando com um conceito sustentável de relacionamento com os produtores locais.

Recém chegados em Santa Rita após herdarem uma fazenda de café no município, os empreendedores Pedro e Paula Dias foram a uma palestra do publicitário colombiano Diego Parra na primeira edição do CCCF, em que ele falou sobre a criação e o papel da marca Juan Valdez para o café colombiano. O casal saiu de lá com a ideia do projeto e, em seguida, criou o protótipo de uma coffee bike, que foi testada durante a segunda edição do festival Vale Music. O projeto se desenvolveu a partir daí até se tornar o precursor do forte movimento de cafés especiais que acontece hoje em Santa Rita do Sapucaí.

Já para a área de tecnologia, a cidade conta com duas incubadoras que são referência nacional, A incubadora do INATEL e o Prointec, gerenciado pelo governo municipal. A primeira é focada em negócios tecnológicos, como a Agrorigem, que utiliza a tecnologia para vender café especial em microlotes para cafeterias de todo o mundo, e a Nowigo, que oferece um sistema RFID para a acesso a eventos e pagamento cashless. Já o Prointec, conta com empresas de tecnologia, mas também tem uma frente voltada a negócios criativos, onde estão incubados por exemplo, a cervejaria Pós-Doc e o próprio HackTown.

Além disso, a cidade é sede de diversos eventos Startup Weekend, de onde saem várias empresas, da Projete e da Fetin, feiras estudantis de projetos de tecnologia mencionadas anteriormente, do programa Crowd Vale da Eletrônica, que é uma pré-aceleradora de startups do Inatel, e de programas itinerantes como o da aceleradora Lemonade, que ocorreu recentemente.

7 – Abertura para experimentos

Santa Rita é uma cidade onde acontecem muitos experimentos. Diversas iniciativas ligadas a Internet das Coisas e Cidades Inteligentes vem sendo testadas por lá. Um exemplo é o projeto Ruas Cegas, que ganhou notoriedade nacional. Outro destaque é a CASA TIM 5G, criada pela operadora de telefonia durante o HackTown 2019 para realizar experimentos com as possibilidades do 5G

Além disso, muitos dos eventos e as próprias empresas funcionam como laboratório para ideias. A Nowigo, por exemplo, teve sua solução testada e validada durante uma edição do Bloco do Urso e posteriormente no HackTown. 

8 – Café

Como todo bom ecossistema empreendedor, o café não poderia ficar de fora desse contexto. San Francisco, na Califórnia, cidade núcleo do Vale do Silício, por exemplo, conta com o maior número de cafeterias dos Estados Unidos. São mais de mil. A cultura das startups de tecnologia e a cultura do café estão muito interligadas.

Santa Rita, hoje, além da produção secular de café, e de inúmeras marcas de café especial, conta com várias cafeterias descoladas e aconchegantes, onde é possível trabalhar, relaxar, bater papo. Até mesmo um tipo de turismo totalmente voltado a isso vem se consolidando por lá.

9 – Tempo livre bem aproveitado

Se comparada a uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro, a diferença é enorme. No entanto, para uma cidade de 40 mil habitantes, Santa Rita tem uma boa variedade de entretenimento, como bares e restaurantes, além dos eventos já mencionados, e de uma forte cultura de se reunir em casa para churrascos e festas, algo comum em locais onde se tem bastante tempo para o lazer.

Por não se perder praticamente nada de tempo no trânsito e pela facilidade de se deslocar, as pessoas costumam ter tempo livre, e muito dele é dedicado aos esportes. Santa Rita tem uma cena de corrida cross-country muito forte, além de uma das melhores rampas de voo livre do mundo.

10 – Cultura de negócios locais

Valoriza-se muito em Santa Rita a produção local. Seja no café, na comida, no artesanato, a cidade tem uma cultura muito forte de consumir produtos feitos na cidade, principalmente de forma artesanal. E vai além do tangível. Santa Rita tem uma cena musical, por exemplo, bem expressiva para o seu porte, e diversos shows e musicais de artistas locais, costumam sempre lotar. Isso vale também para peças de teatro, espetáculos de dança, e outras produções 100% locais, que lotam o Teatro Inatel, por exemplo, um dos maiores e melhores do estado. 

Carlos Henrique Vilela

Cofundador, Head de Curadoria do HackTown / Head de Marketing e Inovação na Leucotron / Head de conteúdo do HackTalks

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15 Comentarios

  1. Vitor Manuel de Sousa

    28 de julho de 2020 at 02:46

    Cordiais saudações a todos os intervenientes em tão rico projeto!!!

    Responder
  2. Antonio almino de lima sobrinho

    28 de julho de 2020 at 11:24

    Super sempre ouvi falar .mais nunca parei pr presta atenção. Com essa matéria fiquei encantado. Adoro cidades pequenas .quero conhecer demais. Obrigado.

    Responder
  3. Sérgio Meirelles

    28 de julho de 2020 at 16:13

    Moro em uma cidade bem maior que Santa Rita, porém, carente de investimentos, empregos, serviços e cultura. Conheço Santa Rita. Passiei por aí, quando morei em SJ Campos.
    Parabéns pela iniciativa. Ficou muito bom essa apresentação. Voltarei aí, quando puder.

    Responder
  4. Vinicius Alves

    2 de agosto de 2020 at 21:35

    Um pedaço de minha vida foi construída em Santa Rita , quase 7 anós 1980 a 87, a minha gratidão ao Inatel e seus moradores.

    Responder
  5. Clesio

    3 de agosto de 2020 at 10:30

    Parabéns pelo Belo trabalho

    Responder
  6. Joel Gonçalves

    5 de agosto de 2020 at 17:17

    Ainda quero conhecer essa cidade. Fiquei curioso.

    Responder
  7. Antônio Campos ( Peixe)

    7 de agosto de 2020 at 00:22

    Parabéns pela matéria, fico orgulhoso pela cidade e pela escolas aí existente, onde tive o prazer de ser aluno da primeira turma do Inatel 1965 . Parabéns a todos que acreditaram nesse projeto (prof. José Leite).

    Responder
  8. Alvaro L R Rosa

    18 de agosto de 2020 at 11:42

    Percebe-se claramente a diferença que a educação pode fazer, parabéns.

    Responder
  9. Catarina Margarida do Carmo lima

    19 de agosto de 2020 at 14:52

    Gostaria muito de morar nesta cidade, sempre passo por ela 💞.

    Responder
  10. CHRISTIANO SUNDERHUS FILHO

    21 de agosto de 2020 at 01:11

    EH IMPRESSIONANTE SABER QUE O TAMANHO DE UMA CIDADE NAO ESTA NA PROPORÇAO DIRETA DE QUALIDADE VIDA USUFRUIDA POR SEUS MORADORES! ESTOU BASTANTE CURIOSO E ORGULHOSO POR SABER QUE NO BRASIL EXISTE TAL CIDADE!! SUCESSO, ARROJO, DETERMINAÇAO, EMPREENDEDORISMO, LAZER, CULTURA!!! SANTA RITA DO SAPUCAI MERECE SEM DUVIDA NENHUMA, NAO SO UMA VISTA, MAS SOBRETUDO UMA REPORTAGEM E UM DOCUMENTARIO A RESPEITO DAS PESSOAS E INSTITUIÇOES QUE FOMENTAM O PROGRESSO NESTE PEDAÇO DE MINAS GERAIS!! AQUI VOS FALA CHEIO DE ADMIRAÇAO UM CAPIXABA DO MUNICIPIO DA SERRA!!! EM FRENTE!! VOCES MERECEM!!

    Responder
  11. Dorilene

    24 de agosto de 2020 at 12:56

    Achei maravilhosa a matéria sobre a cidade gostaria de conhecer essa cidadw

    Responder
  12. Devanir Simões

    24 de agosto de 2020 at 21:19

    Quero muito conhecer santa Rita do Sapucaí,pois tenho um primo que estudou aí,Ismael Belucio hoje é empresário aí em Santa Rita, assim que tiver oportunidade irei aí pra ver meu primo e conhecer essa cidade mineira, parabéns por seu trabalho de explicar tudo sobre a cidade

    Responder
  13. Wellington Augusto do Carmo

    25 de agosto de 2020 at 11:21

    Parabéns Santa Rita do Sapucaí e toda a sua gente.
    A experiência de vocês como cidade, como pessoas me encantam e aqui os meios justificam os fins, quais sejam o bem estar social, individual e coletivo, a partir da triáde eduacação, cultura e tecnologia, nessa ordem.
    Sim é possível. O exemplo de vocês possa servir de legado a outros municípios, a outros países e ao mundo e atue como benching marking funcional pleno.
    Finalmente, o exemplo deve e merece ser compartilhado.
    “keep up the good job” diriam os da lingua Ingleza, mas encaixa superbem aqui, imagino que nem haja necessidade de tradução.
    Deixo o meu grande abraço e cordiais felicitações.
    Wellington, diretamente de BH.

    Responder
  14. Vinicius Borges

    29 de agosto de 2020 at 11:32

    Inspiração para diversas outras comunidades inovadoras ao redor de nosso rico país. Existe algum programa em Santa R. S. que nos oriente a montar/gerir comunidades inovadoras? Obrigado por compartilhar!
    Noroeste Valley, Itaperuna-RJ

    Responder
  15. Eunice Alves

    31 de agosto de 2020 at 09:01

    Já à 33 anos fui apresentada a esta Promissora cidade por um filho dela. Funcionário da Vale e morador de Vitória, sempre que zoavamos de onde tinha vindo( Santa Rita do Sapucaí ), enaltecia e falava da riqueza que existia na cidadela! Destacando toda esta estória narrada nesta matéria e a importância da cidade para o país. Parabéns!

    Responder

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