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HackTalks 2020

London Daily Post: “Festival Brasileiro encontra formato centrado no ser humano para se tornar virtual”

Carlos Henrique Vilela
Carlos Henrique Vilela min de leitura

Tradução da matéria sobre o formato multiplataforma do HackTown 2020 publicada pelo jornal britânico London Daily Post. Confira o original, em inglês, aqui.

Por mais decepcionante que seja a falta de um evento presencial, a maioria dos festivais ao redor do mundo reconheceu que o mais importante no momento é manter seu público seguro e saudável. Enquanto alguns países começam a reduzir as restrições, alguns organizadores de eventos estão descobrindo como reiniciar o mercado, com reforços no distanciamento para manter as pessoas seguras. No entanto, tornar-se virtual é o movimento mais acessível para a maioria.

A lives provaram ser o caminho mais fácil. Outros reuniram profissionais de tecnologia com especialidades em realidade virtual, desenvolvimento de jogos, blockchain e inteligência artificial para criar experiências únicas. Em uma direção sem precedentes, o HackTown encontrou um formato simples, centrado no ser humano, para se tornar virtual e colocar em prática sua abordagem à inovação. Combinando um profundo conhecimento das novas rotinas de seu público impostas pela pandemia e o uso de ferramentas tradicionais da web, o maior festival de inovação do Brasil reuniu várias experiências interativas em uma plataforma web simples que deve impactar milhões de usuários até o final de 2020.

O HackTown é um evento idealizado em 2015 por quatro criativos brasileiros que se conheceram no evento americano South by Southwest (SXSW), festival no qual se inspiraram para iniciar o seu próprio. O objetivo era chamar a atenção para uma cena musical e tecnológica sólida, porém subestimada, de uma pequena cidade brasileira. Um ano depois, uma casa patrocinada pelo Google foi montada lá pela primeira vez fora dos Estados Unidos, e transformou Santa Rita do Sapucaí, uma cidade de 40 mil habitantes no sudeste do Brasil, no 

centro de tecnologia, startups e música mais querido do país pela chamada ‘classe criativa’. O HackTown, aliás, nunca aconteceu dentro de um centro de convenções como os demais eventos costumam fazer. Em vez disso, toma conta das ruas da cidade e de locais incomuns, como bares, escolas e lojas, com uma mescla de palestras, workshops, meetups e shows ao vivo com artistas emergentes. Apesar do festival ser parte intrínseca de um ambiente de alta tecnologia, o HackTown optou por um rumo diferenciado assim que a pandemia de COVID-19 atingiu o país.

“Moldamos a HackTown 2020 com base em uma estratégia de narrativa transmídia”, aponta Carlos Vilela, um dos fundadores da HackTown. “Dividimos a experiência em suas partes essenciais e já a estamos entregando tudo isso de uma forma não linear, que evita o formato batido das lives”. A edição deste ano já está acontecendo em um site que contém muitas opções das quais o público pode participar. O formato presencial do HackTown oferece uma ampla gama de atividades simultâneas. Neste sentido, a edição virtual é uma coleção de muitas ‘partes’ que, segundo Vilela, “formam uma experiência maior quando colocadas juntas”. 

“Queremos fazer parte da nova rotina das pessoas durante a pandemia, em vez de exigir que elas parem o que estão fazendo para se dedicar inteiramente ao festival”, diz Vilela. A nova abordagem centrada no ser humano do HackTown vai desde uma plataforma com entrevistas em formato de texto, chamada HackTalks, que, como Vilela destaca, “representa os painéis da conferência, mas pode ser lido por qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora”, até uma edição especial online do evento intimista de música ao vivo preferido dos britânicos, o Sofar Sounds, que será realizado na ferramenta Zoom no dia 26 de setembro.

Uma caixa especial contendo três pacotes dos cafés especiais favoritos de Santa Rita é outra ‘parte’ da experiência do HackTown que está à venda. “O café faz parte do ambiente da cidade e o nosso público adora”, acrescenta Vilela. Nos próximos dias, uma série de debates online chamados HackSessions também terá início. “Um grupo de pessoas vai interagir com autores de livros no Zoom para debater sobre temas como cultura digital, comportamento, tecnologia e música. O nome do palestrante só será revelado no início de cada um dos 8 episódios.”

“O legado que o HackTown deixa para Santa Rita do Sapucaí é outra parte essencial do projeto para 2020”, ressalta Vilela. Um programa de mentorias chamado HackInsights foi iniciado recentemente para impulsionar os negócios criativos de Santa Rita. Além disso, o HackTalents, outra iniciativa de mentorias, conectará estudantes de ciência da computação do INATEL, universidade local de tecnologia, a profissionais experientes da fintech alemã SumUp, um dos patrocinadores do HackTown 2020.

“Novas atrações, como uma experiência musical interativa em parceria com a gravadora brasileira Rockambole, serão anunciadas em breve”, destaca. “Alguns especialistas podem dizer que HackTown 2020 não é essencialmente um evento em si, mas este formato centrado no ser humano que descobrimos já está nos permitindo crescer de milhares para milhões em números de audiência, de uma forma empática, que tem sido capaz de manter o propósito do HackTown vivo, até que voltemos a nos reunir presencialmente para celebrar mais uma vez, se tudo correr bem, em 2021.”

Carlos Henrique Vilela

Cofundador, Head de Curadoria do HackTown / Head de Marketing e Inovação na Leucotron / Head de conteúdo do HackTalks

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